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    O Tour de France perdeu Jonas Vingegaard numa etapa de glória para Remco Evenepoel

    O festejo de Evenepoel
    O festejo de Evenepoel
    Dario Belingheri

    A 15.ª tirada foi vencida pelo craque belga, com Pogačar, mais interessado em tentar que Del Toro ganhasse, a ser segundo. Mas a principal notícia da jornada foi o abandono de Jonas Vingegaard, duas vezes primeiro e três vezes segundo no Tour, devido a queda

    O Tour de France perdeu Jonas Vingegaard numa etapa de glória para Remco Evenepoel

    Pedro Barata

    Jornalista

    Pela primeira vez desde 2020, a mesma dupla não ocupará os dois primeiros lugares da maior corrida de ciclismo por etapas do mundo. Jonas Vingegaard e Tadej Pogačar, Tadej Pogačar e Jonas Vingegaard, foram primeiro e segundo nas derradeiras cinco edições do Tour de France: em 2021, 2024 e 2025 foi o esloveno o campeão e o dinamarquês o vice, em 2022 e 2023 foi Jonas a chegar de amarelo a Paris com Pogi logo atrás.

    Em 2026 não será assim. O Tour instalou-se na 15.ª tirada com a parelha do costume na ordem habitual, o tricampeão em primeiro, o bicampeão em segundo, ainda que a uma grande distância, sem ameaçar o reinado de Tadej.

    Eis que, já na parte final da etapa, uma queda tirou Vingegaard da Volta a França. Seguia a quatro minutos e meio do seu rival, mas, mesmo que a superioridade do esloveno seja intocável, estava bem encaminhado para, pela nona grande volta seguida, concluir em primeiro ou segundo. No entanto, o incidente deixou-o sem condições para prosseguir, tendo de abandonar.

    Vingegaard, já fora da corrida, a receber assistência médica
    picture alliance

    Nos 183,9 quilómetros entre Champagnole e Plateau de Solaison, a luta pela geral prosseguiu sem Jonas. Foi uma daquelas tardes em que Pogi pareceu saciado, satisfeito, magnânimo, com vontade de não ficar com os louros todos para si. Na derradeira ascensão, o esloveno procurou que fosse Isaac del Toro, seu companheiro na Emirates, a levantar os braços no fim.

    Parece dar para tudo para o melhor ciclista da atualidade. Dá para ganhar diversas etapas, para massacrar na geral, para oferecer etapas, para decidir como, quando e onde. O ciclismo é dele.

    Com Pogačar em modo gregário, Del Toro seguiu-o e só mais um homem acompanhou a roda. Foi Remco Evenepoel, o craque belga, antigo campeão do mundo, campeão olímpico, rei do contrarrelógio. Jamais vencera uma tirada em linha no Tour, onde se levantaram quase sempre dúvidas sobre a capacidade do antigo futebolista internacional jovem belga para andar com os melhores dos melhores na alta montanha.

    Desta feita, Remco acompanhou a elite. Tadej parecia quase em ritmo de passeio, leve, quando Del Toro procurou arrancar para a vitória. Evenepoel encontrava-se mais forte e, nos metros finais, Pogačar não forçou em demasiada para evitar a 75.ª vitória do homem da Red Bull.

    Na geral, sem Vingegaard, Evenepoel é, agora, o segundo, a distantes cinco minutos do camisola amarela esloveno. O terceiro passou a ser Del Toro, a 58 segundos de Remco. Seguem-se Paul Seixas, a 6,23 do primeiro, e Florian Lipowitz, a 6,48.

    O pelotão gozará, agora, de um dia de descanso. Terça-feira, a 16.ª etapa é um contrarrelógio de 26,1 quilómetros. E uma grande oportunidade para o bis de Evenepoel.

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