Ciclismo

A tragédia de Pogačar: ia a beber água, apareceu uma pedra, tentou desviar-se, caiu e sofreu duas fraturas

Tadej Pogačar era o líder destacado da Vuelta 2026 à oitava etapa, quando caiu e foi obrigado a desistir
Tadej Pogačar era o líder destacado da Vuelta 2026 à oitava etapa, quando caiu e foi obrigado a desistir
Alexander Hassenstein

O ciclista esloveno que era o líder, por larga margem, da Vuelta, caiu durante a oitava etapa quando estava a beber água, viu uma pedra na estrada e tentou desviar-se, perdendo o controlo da bicicleta. Tadej Pogačar terá de ser operado e, embora a UAE Emirates não tenha indicado o tempo estimado de paragem, provavelmente vai perder o resto da temporada

O ciclista Tadej Pogačar sofreu fraturas na clavícula esquerda e numa vértebra cervical após a queda, no sábado, que ditou o abandono da 81ª Volta a Espanha em bicicleta, na oitava etapa.

“Ele está estável e, após uma avaliação médica minuciosa no hospital, Tadej foi diagnosticado com concussão, fratura com desvio da clavícula esquerda, fratura estável da vértebra cervical C7 e múltiplas escoriações. Felizmente, não houve outras lesões graves, nem sequelas neurológicas”, esclareceu Adrian Rotunno, o médico da UAE Emirates, a sua equipa, num comunicado na rede social X.

O responsável acrescentou que o esloveno, de 27 anos, vai ser submetido a cirurgia à clavícula, embora a intervenção tenha de ser adiada devido às precauções com as concussões sofridas, sem esclarecer o tempo de paragem do melhor ciclista da atualidade.

Pogacar caiu hoje no seio do pelotão, numa reta plana, a pouco mais de 32 quilómetros da meta da tirada que ligava Puçol a Xeraco, na Comunidade Valenciana, quando liderava a classificação geral desde o primeiro dia de competição, com 03.50 minutos de vantagem para o segundo classificado.

“É uma queda que ocorre no ciclismo. Ele estava a beber água e sofreu uma queda. Ele queria continuar, mas vimos que o ombro estava muito afetado. Decidimos que não podia continuar. Tinha de levar pontos no sobrolho. A ferida não era grande, mas estava a sangrar bastante”, explicou Matxín Fernández, diretor-desportivo da UAE Emirates, aos jornalistas, após a conclusão da tirada.

Vencedor de três etapas da Vuelta, o campeão mundial de fundo apresentou feridas no sobrolho e no ombro esquerdos, com todos os restantes elementos da equipa a reunirem-se em seu torno, incluindo os portugueses João Almeida e Ivo Oliveira. O atleta entrou pouco depois num veículo para receber auxílio médico, com a organização a confirmar pouco depois o abandono.

Um dos médicos da prova, Álvaro Ortiz, confirmou, pouco depois, que Pogačar sofrera um traumatismo cranioencefálico, várias contusões e “uma possível fratura na clavícula esquerda”, que se veio a confirmar.

Em 10 participações nas ‘três grandes’ Voltas, o melhor ciclista da atualidade abandonou pela primeira vez, depois de nove edições em que garantiu sempre um lugar entre os três primeiros da classificação geral, subindo ao pódio. Vencedor de cinco edições da Volta a França e de uma Volta a Itália, bem como 13 ‘ Monumentos’ e de duas edições do campeonato do mundo de fundo, Pogacar falha o objetivo de conquistar a Vuelta pela primeira vez e de se tornar o nono corredor a triunfar nas ‘três grandes’ Voltas.

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