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    Conselho da Europa pede à FIFA que abra diálogo sobre pressões políticas no futebol

    Infantino, presidente da FIFA, com Trump na Casa Branca
    Infantino, presidente da FIFA, com Trump na Casa Branca
    Chip Somodevilla

    Lembrando o caso Balogun, Alain Berset, secretário-geral do Conselho da Europa, considera que "quando as regras são contornadas devido a pressões, qualquer resultado pode ser posto em causa”. A organização multilateral de 46 países europeus apelou ao começou de um “diálogo construtivo“, para preparar ”o quadro de integridade que será aplicado no Mundial de 2030", que terá Portugal como co-anfitrião

    O Conselho da Europa, organização multilateral de 46 países europeus, apelou à FIFA para que “inicie um diálogo” sobre como proteger o futebol “das pressões políticas, financeiras e das apostas”.

    “A influência política já se faz sentir até no próprio campo de jogo, uma sanção foi suspensa durante a competição depois de um chefe de Estado ter ligado ao presidente da FIFA. Quando as regras são contornadas devido a pressões, qualquer resultado pode ser posto em causa”, assinalou num comunicado o secretário-geral do Conselho da Europa, o suíço Alain Berset.

    As declarações referem-se ao telefonema que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, para que anulasse a suspensão de um jogo devido a um cartão vermelho contra o jogador da seleção norte-americana, Folarin Balogun, após a sua expulsão nos oitavos-de-final do Mundial contra a Bósnia. A sanção foi levantada e Balogun participou na derrota nos oitavos de final frente à Bélgica (1-4).

    “A proposta que dirijo à FIFA é a de organizar um ‘terceiro tempo’, trata-se de iniciar, já esta noite, um diálogo construtivo, com o objetivo de preparar o quadro de integridade que será aplicado no Mundial de 2030”, que se realizará em Espanha, Marrocos e Portugal, referiu Berset.

    Berset lembrou que uma aposta se ganha “fazendo com que outras pessoas percam”, uma situação que abre a porta à “fraude”.

    O Conselho da Europa, com sede em Estrasburgo (França) e fundado em 1949 por dez países europeus, é um organismo que não pertence à UE e que agrupa 46 Estados do Velho Continente, entre os quais se contam os 27 da UE.

    Berset recordou o papel do Conselho da Europa na elaboração de normas jurídicas internacionais sobre a segurança dos espetadores, a luta contra o doping e o combate à manipulação de resultados, e aprofundou a importância da cooperação internacional e de regras vinculativas.

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