O mercado fechou em Portugal: Sporting transformado bate novo recorde de investimento, SC Braga fixa novo máximo pela quarta época seguida
Zalazar tornou-se o mais caro reforço da história do Sporting
Eurasia Sport Images
A janela de transferências concluiu-se com os leões a investirem €125,4 milhões, o maior valor jamais visto em Alvalade. Também em Braga se gastou como nunca, com o Benfica a ter na aquisição de Palhinha o grande destaque e o FC Porto a lograr manter a base do título
O Sporting voltou a bater o recorde de investimento em futebolistas, ao gastar €125,4 milhões fixos na janela de transferências de verão, que fechou na sexta-feira na I Liga portuguesa e colocou João Palhinha no Benfica.
Num defeso de profunda remodelação, os leões superaram os €103,85 milhões registados nos dois períodos de inscrição em 2025/26 e ficaram acima do Benfica, em plena mudança técnica, do Sporting de Braga, cujo máximo de despesa foi renovado pela quarta época seguida, e do campeão nacional FC Porto, que preservou a sua base e investiu menos do que os minhotos.
O médio uruguaio Rodrigo Zalazar tornou-se o reforço mais caro da história do Sporting e neste mercado português, ao chegar do Braga por €30 milhões.
No historial de negócios entre dois clubes lusos, o sul-americano só fica atrás dos €32 milhões investidos em vários momentos pelo FC Porto sobre o ponta de lança espanhol Samu, oriundo do Atlético de Madrid em 2024.
Depois de quase 100 golos, Pedro Gonçalves sai do Sporting
Issa Doumbia (ex-Veneza, €20,5 milhões ), Sergi Altimira (ex-Betis, €18,3 milhões), Silas Andersen (ex-Häcken, €7,3 milhões) e Pedro Lima (ex-AVS, €4 milhões) também reforçaram o meio-campo do Sporting, que ajustou outros setores.
Kaique Pereira (ex-Palmeiras, €4 milhões) chegou para a baliza, enquanto o central Ibrahima Ba (ex-Famalicão, €21,3 milhões) e o lateral esquerdo Moncef Zekri (ex-Malines, €3 milhões) ampliaram as opções na defesa, na qual ficou de vez o também central Bruno Ramos (ex-Académico de Viseu, €2 milhões).
O ataque recebeu os extremos Nestory Irankunda (ex-Watford, €15 milhões) e Jesse Derry, cedido sem opção de compra pelo campeão mundial Chelsea.
Clément Lenglet chega do Atlético Madrid para reforçar a defesa do Benfica
O Benfica exerceu €32,3 milhões dos €85,3 milhões de despesa total nas aquisições definitivas dos médios Georgiy Sudakov (ex-Shakhtar Donetsk, €20,3 milhões), cuja cláusula era obrigatória, e Enzo Barrenechea (ex-Aston Villa, €12 milhões).
Emprestados em 2025/26, os dois jogadores já tinham custado €6,75 milhões e €3 milhões pelas respetivas cedências às ‘águias’, que também foram buscar para esta época os defesas centrais Alessandro Circati (ex-Parma, €18 milhões) e Gabriel Índio (ex-Athletic, €4 milhões), o extremo Jakub Kaminski (ex-Colónia, €17 milhões) e o médio João Palhinha (ex-Bayern Munique, €14 milhões).
João Palhinha, aqui ainda equipado à Bayern de Munique, antes de ser reforço do Benfica
Palhinha gerou o negócio mais mediático na I Liga, ao desvincular-se do bicampeão alemão e voltar a Portugal quatro anos depois para assinar pelo Benfica, rival do Sporting, com o qual foi campeão nacional em 2020/21.
O central Clément Lenglet (ex-Atlético de Madrid), o ala esquerdo Souffian El Karouani (ex-Al Qadsiah), o médio Claudio Echeverri (ex-Manchester City) e o ponta de lança Jhon Durán (Al Nassr) chegaram por empréstimo.
Se Lenglet assinará em definitivo no fim da época, El Karouani, Echeverri e Durán celebraram cedências com opções de compra junto do Benfica, o único dos grandes a mudar de treinador, com Marco Silva a render José Mourinho, e apurado para a Liga Europa, em vez da Liga dos Campeões.
Sempre muito associado à cobiça estrangeira, Diogo Costa vai ficando no FC Porto
Depois de ter feito o seu maior mercado de sempre em 2025/26 e lançado as bases para a reconquista do título de campeão nacional quatro anos depois, o FC Porto não passou dos €34 milhões e pagou €17 milhõespela cláusula do central Jakub Kiwior (ex-Arsenal), cujo empréstimo tinha custado dois milhões.
O extremo Gabriel Mec (ex-Grêmio, €11 milhões), o médio Hwang In-beom (ex-Feyenoord, €4,5 milhões) e o guarda-redes João Afonso (ex-Santa Clara, €1,5 milhões) também implicaram taxas, ao contrário do ponta de lança André Silva, que cessou contrato com o Elche e voltou aos dragões nove anos depois.
Campeão luso em 2025/26, o médio Seko Fofana (ex-Rennes) concretizou uma segunda cedência consecutiva ao FC Porto, mas não tem opção de compra, moldes reeditados com o defesa esquerdo Souza (ex-Tottenham), mas diferentes para o ponta de lança Santiago Giménez (ex-AC Milan).
Farioli no Dragão
Diogo Cardoso
O Sporting de Braga gastou ligeiramente acima do FC Porto, com €36,2 milhões, num lote liderado por Tommy Marqués (ex-FC Barcelona, €11 milhões), Jovan Milosević (ex-Estugarda, €8 milhões) e Diogo Travassos (ex-Sporting, €5,5 milhões).
Únicos representantes lusos na Liga Conferência, os minhotos captaram ainda Gabriel Silva (ex-Santa Clara, €3,5 milhões), Adrian Bajrami (ex-Lucerna,€2,8 milhões), Sergio Barcia (ex-Legia Varsóvia, €1,5 milhões) e Bernardo Fontes (ex-Tondela, 400 mil euros) e acionaram a cláusula de Adrian Barisić (ex-Basileia, €3,5 milhões), recebendo Denis Huseinbasić (ex-Colónia) e Jonas Wind (ex-Wolfsburgo) sem custos.
Os cálculos sobre as contratações dos quatro primeiros classificados na I Liga desde 2017/18 incluem valores fixos, mas não verbas dependentes da concretização de objetivos ou de futuras cláusulas obrigatórias de compra nem movimentações de futebolistas para as equipas jovens de cada clube.
FC Porto, Sporting, Benfica e Sporting de Braga fizeram as 25 aquisições mais caras deste verão em Portugal, onde a despesa passou dos €300 milhões e passaram a existir seis vagas de acesso às provas europeias, metade das quais para a Liga dos Campeões - duas diretas e uma via pré-eliminatórias.
A I Liga aceitou novos contratos até sexta-feira, dois dias depois do fim do prazo para as fases de liga das três competições continentais, mas vai continuar a permitir inscrições em situações de empréstimos até terça-feira, desde que os jogadores não completem mais de 23 anos até ao final da cedência e sejam considerados formados localmente no clube cedente.