Um reencontro depois da noite épica: Real Madrid é o adversário do Benfica no play-off da Liga dos Campeões
O golo de Trubin que deu a passagem do Benfica ao play-off
Soccrates Images
Para chegar aos oitavos de final, as águias terão de voltar a superar os espanhóis. A primeira mão será a 17 ou 18 de fevereiro em Lisboa e a segunda a 24 ou 25 em Madrid
O cabeceamento de Trubin levou, pelo segundo ano seguido, o Benfica para o play-off da Liga dos Campeões. Batendo o Real Madrid por 4-2 e dando o tom mais épico à ultima jornada da fase de liga, as águias foram para o sorteio com dois adversários possíveis: Real Madrid, novamente, ou Inter de Milão.
Calhou oReal Madrid, mais uma vez. Ainda ecoam as emoções da noite da Luz e já merengues e encarnados têm reencontro marcado, isto quando há gente na capital espanhol encantada com Mourinho, incluindo vozes que apoiam um regresso do português ao banco dos 15 vezes campeões da Europa.
O Real, por ter terminado, a fase de liga num lugar superior ao do Benfica, terá a segunda mão em casa. Assim o primeiro encontro será a 17 ou 18 de fevereiro na Luz e a decisão dar-se-á a 24 ou 25 de fevereiro no Bernabéu.
Trubin celebra o 4-2, com toda a equipa atrás de si
Defrontar o Real Madrid traz boas memórias aos lisboetas. Não só da noite de 28 de janeiro, mas de encontros mais longínquos.
Apesar do poderio blanco na Europa, o histórico é altamente favorável às águias. Em quatro jogos, o Benfica venceu três e mesmo o único que perdeu foi merecedor de um sorriso.
Assim, no primeiro duelo, o Benfica venceu por 5-3 na final da Taça dos Clubes Campeões Europeus de 1961/62. Com Eusébio a brilhar, os portugueses triunfaram na competição pela segunda vez seguida.
Seguiu-se um confronto nos quartos de final do torneio em 1964/65. O Benfica goleou em casa por 5-1, dando-se ao luxo de perder fora por 2-1 e seguir em frente com conforto. O derradeiro exemplo do embate de capitais ibéricas foi o 4-2 do golo de Trubin.
Para José Mourinho, este play-off representa um regresso à fase a eliminar da Liga dos Campeões. Bicampeão com FC Porto e Inter e dono de 152 encontros disputados na prova — somente superado por Wenger (178), Guardiola (187), Ferguson (190) e Ancelotti (218) —, o setubalense não disputa jogos além da fase de grupos/liga desde 2019/20, quando foi eliminado dos oitavos de final, no comando do Tottenham, pelo RB Leipzig.