Natação

Depois da medalha de prata nos 200 metros costas, Camila Rebelo não consegue ir à final dos 50

Camila Rebelo a trincar a sua medalha de prata que a fez vice-campeã europeia dos 200 metros costas
Camila Rebelo a trincar a sua medalha de prata que a fez vice-campeã europeia dos 200 metros costas

Recém-sagrada vice-campeã europeia, Camila Rebelo teve de sair da cama cedo, esta quarta-feira, para regressar à piscina de Paris para as eliminatórias dos 50 metros costas. Ao contrário da véspera, a nadadora de Vila Nova de Poiares foi a mais lenta da sua série, não se qualificando para as meias-finais da distância. Ainda voltará à água para os 100 metros no mesmo estilo

As fotografias não enganam, o dia anterior acabou com Camila Rebelo de ampla dentadura à mostra, a trincar a sua medalha de prata, ornando o pequeno peluche-mascote dos Europeus na outra mão e com a piscina de Saint-Denis ao fundo, no enquadramento. “Fiz a minha prova da maneira como costumo fazer”, disse à Federação Portuguesa de Natação, e fez bem, vinha de ser campeã europeia e virou agora vice-campeã dos 200 metros costas, uma linha de sucessão aperaltada ainda com um novo recorde nacional.

Sem relógio para grandes festas, a nadadora de Vila Nova de Poiares, única na história de quem já deu braçadas por Portugal a conquistar duas medalhas em Campeonatos da Europa - e o país só tem sete -, regressou à água pela manhã desta quarta-feira, saída cedo da cama e obrigada a ter pressa, com o tempo a urgi-la.

Embora no mesmo estilo, os 50 metros testam a velocidade máxima, exigem que se percorra apenas uma vez o comprimento da piscina e não as quatro que caem tão bem a Camila Rebelo, amiga tanto dos óculos de nadar e das toucas como dos estetoscópios, estudante de Medicina que é enquanto faz pela vida na natação. Com o tempo a urgi-la, a portuguesa não teve a desenvoltura da véspera.

Foi a décima e última classificada da sua série, uma das cinco da sobrelotada eliminatória da distância, carregada de atletas. Os seus 29,14 segundos, longe dos 28,24s do recorde nacional, chegaram apenas para ser a 31.ª nadadora entre as 42 participantes, terminando fora das 19 que se classificaram para as meias-finais. Não será nesta distância que quem leva os anéis olímpicos tatuados num antebraço repetirá uma final nos Europeus.

Poderá ser nos 100 metros, de novo de cara para o céu e costas dadas ao fundo da piscina, a distância intermédia entre a que medalhou Camila Rebelo e a que a deixou pelas eliminatórias. A portuguesa terá mais tempo para descansar, as eliminatórias serão pela fresca na sexta-feira.

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