Portugal já tem uma surfista no próximo circuito mundial de surf e está perto de ter outra: Francisca Veselko
Francisca Veselko é a atual 4ª classificada do Challenger Series onde as melhores sete surfistas se apuram-se para o circuito mundial
Tony Heff
A surfista de Cascais, campeã mundial júnior em 2023, acabou na 7ª posição da penúltima etapa de qualificação e está dentro dos lugares de apuramento para o Championship Tour à falta de apenas uma prova. Kika Veselko - e Teresa Bonvalot, que também está bem posicionada na classificação - está bem colocada para se juntar a Yolanda Hopkins
Francisca Veselko ficou no sétimo posto do Pipe Challenger, de acesso ao circuito principal da Liga Mundial de Surf (WSL) no Havai, aproximando-se da qualificação para a elite, após Yolanda Hopkins já ter garantido uma vaga. Resta apenas uma etapa no circuito de qualificação, o Challenger Series, e a surfista de Cascais está dentro dos lugares que valem o apuramento.
'Kika' foi a única atleta portuguesa a superar a ronda de 32, com as olímpicas Yolanda Hopkins e Teresa Bonvalot a ficarem pelo caminho, e também passou os quartos de final, só cedendo nas meias-finais, com uma pontuação de 4,07 pontos (em 20 possíveis) nas duas melhores ondas (2,07 e 2,00).
Com os 4545 pontos arrecadados, Francisca Veselko consolidou o quarto lugar do ranking do circuito Challenger Series (CS), com 24.510 pontos, e está muito perto de garantir matematicamente a entrada para o Championship Tour (CT) de 2026, que começa em abril.
Por seu turno, Yolanda Hopkins, apesar da eliminação precoce na mítica onda de Pipeline, mantém a liderança do ranking com 33.375 pontos, os mesmos que a jovem prodígio francesa Tya Zebrowski, que também já estava apurada para a elite mundial antes do início do campeonato no Havai.
Quem também já garantiu a subida de divisão foi a experiente australiana Sally Fitzgibbons (26.410 pontos), ex-top mundial, que está logo acima de 'Kika', numa temporada em que as CS oferecem sete vagas para o CT no quadro feminino.
Já Teresa Bonvalot, apesar de ter caído do 12.º para o 13.º posto da hierarquia, conta com 16.325 pontos, estando a apenas .060 pontos do corte para o top 7, e ainda mantém vivas as hipóteses de se qualificar para a elite, caso consiga um resultado forte na etapa final, em Newcastle, na Austrália (entre 9 e 15 de março). A praia da costa este australiana guarda boas memórias para Francisca Veselko: a surfista de Cascais lá venceu a primeira etapa do circuito de qualificação, no verão do ano passado.
Para já, a espanhola Nadia Erostarbe (21.665), a norte-americana Alyssa Spencer (19.250) e a também espanhola Annette Etxabarri (18.385) ocupam as últimas posições que dão acesso ao CT.
Do lado masculino, Portugal só contou com Afonso Antunes no Pipe Challenger, uma vez que Frederico Morais (ex-top mundial) está a recuperar de uma cirurgia ao tornozelo direito, e o único representante do país foi eliminado na segunda ronda, ocupando o 72.º posto do ranking, com 2.500 pontos, a 1.250 pontos de Frederico Morais, que é 65.º
Ambos estão já arredados das contas da qualificação masculina, com o havaiano Eli Hanneman a ser o único já garantido no CT (sendo um regresso, uma vez que já participou em 2024).
Das 10 vagas para o quadro masculino, nove continuam em aberto, pelo que todas as decisões vão ficar para a sétima e última prova das CS, na Austrália, a disputar entre 9 e 15 de março.